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Notas

Fundo para a Igualdade de Gênero: 2/10
O Fundo para a Igualdade de Gênero do UNIFEM é uma iniciativa multidonante para a promoção de programas de igualdade de gênero de alto impacto, focados no empoderamento econômico e/ou político das mulheres em âmbilto local ou nacional. O Fundo priorizará o máximo de 30 programas inovadores e de alto impacto de diferentes países do mundo. Para solicitar um subsídio, por favor leia detalhadamente os manuais e preencha os formulários disponíveis na página central do UNIFEM até o 2 de outubro.

Cooperação Internacional
O Unifem tem ampliado a cooperação com a Secretaria da Igualdade Racial no Brasil. Essa cooperação destaca quatro agendas estratégicas do programa Gênero, Raça e Etnia: trabalho doméstico, quilombos, intercâmbio educacional entre a África e a diáspora, e desagregação de dados por raça e etnia na Rodada de Censos de 2010.

Mulheres Negras
Próximo ao Dia Internacional da Mulher Afro-Latinoamericana e Afro-Caribenha, celebrado em 25 de julho, redes e articulações de mulheres negras relataram os sucessos e desafios da luta contra o racismo e o sexismo. Dorotea Wilson, da Rede de Mulheres Afro-Latinoamericanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora, Epsy Campbell, do Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes nos Censos de 2010, e Lúcia Xavier, da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras, foram entrevistadas pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul. Leia a entrevista

Povos Indígenas
O Relator Especial das Nações Unidas sobre Povos Indígenas, prof. James Anaya, visitou a Colômbia entre os dias 22 e 27 de julho de 2009. Anaya é um especialista independente, nomeado pelas Nações Unidas, e observou que “as iniciativas do Governo da Colômbia em matéria de direitos dos povos indígenas precisam ser consolidadas, e sua efetiva implementação, assegurada”. Do mesmo modo, ele exortou o Governo a tomar todas as medidas necessárias para que as iniciativas ligadas aos povos indígenas sejam efetivadas, adequadas e consultadas junto aos povos indígenas do país.

Mulheres Indígenas
Anaya enfatizou a necessidade de fortalecer programas que implementem os direitos sociais e econômicos dos povos indígenas, incluindo o fornecimento de alimentos e serviços de saúde, especialmente para as comunidades desabrigadas e afetadas pelo conflito armado. É preocupante que em departamentos com altos percentuais de população indígena, alguns indicadores, como a mortalidade materna e infantil, apresentam índices muito mais altos que a média nacional. Em particular, o Relator Especial expressou sua preocupação com a situação da infância e das mulheres indígenas afetadas pelo conflito armado, urgindo o Governo a fortalecer seus programas de serviços de atenção, para dar respostas efetivas a essas necessidades.
Afro-Guatemaltecas
Iniciou-se um importante trabalho para incorporar as dimensões de gênero e etnia na medição da pobreza, visando a posicionar o tema na agenda das instituições. Em 25 de julho, foi realizado o Fórum Tasügürübai Hiñaru Wadimaluna (Realidade das Mulheres Afro-Guatemaltecas) sob os auspícios do Ministério da Cultura e dos Esportes, e das seguintes organizações: UNIFEM, SEPREM, DEMI, FODIGUA, CODISRA, SEGEPLAN, Tierra Viva, Afro América XXI e do Centro de Pesquisa Afrocaribe Wadimalu Garifuna Raices, “Afrodescendientes Guatemaltecas”.
Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe
O evento acontecerá de 13 a 16 de julho de 2010 em Brasília (Brasil). Conheça os acordos mais relevantes para a Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe.

Mais sobre gênero,
raça e etnia

Artigo
Enegrecer o feminismo
Por
Sueli Carneiro



São suficientemente conhecidas as condições históricas nas Américas que construíram a relação de coisificação dos negros em geral e das mulheres negras em particular. Sabemos, também, que em todo esse contexto de conquista e dominação, a apropriação social das mulheres do grupo derrotado é um dos momentos emblemáticos de afirmação de superioridade do vencedor. Leia mais

Bibliografia e Sítios
na Internet
GÓMEZ, Adriana, 2003, “Discriminación de Género / Raza / Etnia: Mujeres Negras e Indígenas Alzan su Voz”. In Cuadernos Mujer Salud / 8. Santiago: Red de Salud de las Mujeres Latinoamericanas y del Caribe. Fonte (e-mail)

IBASE (Betinho), FNGM e FPH, 2009, “Democracia Viva 41”.
Fonte (site)
Fonte (e-mail)

LANG, Miriam e Anna KUCIA (orgs.), 2009, Mujeres Indígenas y Justicia Ancestral. Quito, Equador: UNIFEM / Región Andina. Fonte (site)

PEQUEÑO, Andrea (org.), 2009, Participación y Políticas de Mujeres Indígenas en América Latina. Equador: FLACSO. (e-mail)
Fonte (site)

RANGEL, Marta, 2008, Género, Etnicidad, Pobreza y Mercado en Bolivia, Ecuador, Guatemala y Perú: Desigualdades Entrecruzadas.
Fonte (site)

SCHUMAHER, Shuma e Érico VITAL BRASIL, 2007, Mulheres Negras do Brasil: Comportamento, Aspectos Históricos, Condições Sociais. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, REDEH.

Contatos
Equipes nacionais do Unifem para o Programa Regional Incorporação das Dimensões de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Redução da Pobreza:

Coordenadora Regional do Programa
Maria Inês Barbosa

unifemconesul@unifem.org
www.unifem.org.br

Gerente do Programa
Ana Carolina Querino
unifemconesul@unifem.org
www.unifem.org.br

UNIFEM/Bolivia
Responsável:
Mónica Mendizábal

monica.mendizabal@unifem.org

UNIFEM/Brasil
Responsável:
Danielle Oliveira Valverde

danielle.valverde@unifem.org

UNIFEM/Guatemala
Responsável:
Irma Otzoy

irma.otzoy@unifemca.org

UNIFEM/Paraguay
Responsável:
Moli  Molinas Cabrera

moli.molinas@unifem.org

Responsável pelo Boletim
Ximena Machicao Barbery

ximenamachicao@gmail.com

Co- responsável
Isabel Clavelin

isabel.clavelin@unifem.org

Projeto Gráfico
Ribamar Fonseca
(Supernova Design)

Tradução
Dermeval Aires Jr.

Editorial

Nosso Desafio: Desconstruir o Racismo

Para fortalecer o Programa Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza em Quatro Países da América Latina: Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai, estão em desenvolvimento estratégias que conduzam a uma aproximação integral entre as distintas agendas e expressões dos movimentos e das organizações de mulheres indígenas e negras, os movimentos amplos de mulheres e feministas, e os governos, em sinergia com outras agências do Sistema ONU.

Buscamos incorporar sustentavelmente a luta contra todo tipo de discriminação e exclusão social, enfatizando a desconstrução do racismo, com a finalidade de construir alianças e pactos políticos comuns que propaguem sociedades mais justas, equitativas e igualitárias.



Apresentamos assim o primeiro Boletim “Gênero, Raça e Etnia – Desenvolvimento Econômico e Social: Direitos e Oportunidades para Mulheres Negras e Indígenas”. Essa é uma publicação mensal com editoriais, artigos, notícias, eventos, estatísticas e bibliografia ágil, atualizada e oportuna. A socialização e a democratização da informação são direitos e estratégias políticas fundamentais para o empoderamento das mulheres. Esperamos contribuir a esse propósito, promovendo o pleno exercício de todos os direitos das mulheres negras e indígenas.

Coordenação do Programa Gênero, Raça e Etnia
Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai.

Saiba mais sobre o Programa – Leia aqui

Conheça a situação de raça e etnia nos países de atuação do Programa – Leia aqui

Principais resultados do Programa – Leia mais

Notícias

Alto Comissariado de Direitos Humanos
da ONU apoia mobilização de afrodescendentes
para os censos de 2010

A alta comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, considera fundamental a inclusão da variável de raça e etnia nos censos de 2010 para as políticas de combate ao racismo. O posicionamento foi comunicado ao Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas - Censos de 2010, no final de agosto em Genebra, durante audiência de Pillay com representantes do movimento negro das Américas e do governo brasileiro.

O encontro foi solicitado pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), com apoio do programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher).

Além do respaldo político, Pillay acionou a Unidade Antidiscriminação das Nações Unidas para dar suporte à mobilização da sociedade civil das Américas para os censos de 2010. O tema já deve ser incorporado em outubro, em Salvador, durante o seminário regional Dados Estatísticos, Políticas Públicas e Afrodescendentes organizado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU e pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe). Leia mais

Os Censos – Um Instrumento contra o Racismo

Por Rosa Rivera
Radio ONU em Espanhol, Nova Yorque

As estatísticas são um elemento importante na formulação de políticas públicas eficazes. E muitas delas se baseiam na informação obtida pelos censos demográficos, que são realizados periodicamente.

Um grupo latinoamericano e caribenho está pedindo a inclusão da variável de raça e etnia nos censos que acontecerão entre 2010 e 2012. Em entrevista à Rádio ONU, Maria Inês da Silva Barbosa, Coordenadora Executiva do programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul, explicou o porquê.

"Para que possa haver políticas públicas de promoção da igualdade racial, é necessário ter informações sobre esses grupos. É necessário saber quantas são essas pessoas nos diferentes países da região.” Calcula-se que existam mais de 150 milhões de afrodescendentes latinoamericanos e caribenhos, indicou Barbosa.

Ouça aqui a entrevista – conteúdo em Espanhol

Trabalhadoras domésticas intensificam mobilização nas Américas para convenção internacional

A criação de um instrumento internacional para a regulamentação do trabalho doméstico foi a principal discussão da Oficina Nacional das Trabalhadoras Domésticas: Construindo o Trabalho Decente, realizada entre os dias 21 e 23 de agosto, em Brasília.

Apesar de se tratar de um encontro nacional, o Programa Gênero, Raça e Etnia assegurou a participação de trabalhadoras da Bolívia, Guatemala e Paraguai em todo o processo de debate e reflexão para preenchimento de questionário com 63 pontos sobre a profissão. O documento foi encaminhado para a comissão organizadora da 99ª Conferência Internacional do Trabalho.

“Se tivéssemos os sindicatos reconhecidos, a gente estaria direto em Brasília para pressionar os parlamentares a votarem os projetos que estão parados no Congresso por falta de vontade política”, disse Creuza Oliveira, presidente da Fenatrad (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas).

Segundo a guatemalteca María Olimpia Lopez, em seu país não há uma legislação que garanta os direitos da categoria e regulamente a profissão. As trabalhadoras domésticas, não têm direito ao descanso semanal remunerado, por exemplo, e a exploração sexual e do trabalho infantil são frequentes.

Foto: Valter Campanatto/ABr

Guatemalteca
María Olimpia conta
a realidade do trabalho doméstico em seu país

Ela revela que o acordo feito pela categoria com o presidente não foi publicado no Diário Oficial. “Que garantias temos que o próximo governo vai continuar cumprindo nossas conquistas?”, destacou a trabalhadora.

Saiba mais – Leia a matéria Articulação de trabalhadoras domésticas brasileiras é referência para outros países

Jornalistas debatem estratégias de divulgação dos censos nacionais

A cobertura da imprensa brasileira sobre a questão racial e a produção de dados sobre a população negra são assuntos do II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a Invisibilidade da Cor e do Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010. Os eventos aconteceram nos dias 17 e 18 de setembro, em Porto Alegre, e reuniram jornalistas, institutos de pesquisa, especialistas em indicadores socioeconômicos, governo brasileiro e Nações Unidas.

Na abertura do seminário, Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa de Gênero, Raça e Etnia, destacou: “Não podemos perder a oportunidade de estarmos juntos e fazermos parte da rodada de censos 2010 e a importância dos dados desagregados por raça e etnia”.


Na apresentação, ela expôs a série Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, desenvolvida pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul e parceiros desde 2005, com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). A pesquisa permite compreender a dinâmica da vida social dos brasileiros – negros e brancos, mulheres e homens -, em 11 blocos temáticos: população, chefia de família, educação, saúde, previdência e assistência social, mercado de trabalho, trabalho doméstico remunerado, habitação e saneamento, acesso a bens duráveis e exclusão digital, pobreza, distribuição, desigualdade de renda, e uso do tempo. Leia mais

Saiba mais sobre os encontros de jornalistas – Confira a matéria UNIFEM destaca papel da imprensa e dos jornalistas para a desconstrução do racismo


 
 
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